• Colônia (2018)


Colônia é uma dessas palavras emprestadas pelo dicionário para criações análogas ao que o termo remete. Está incrivelmente dispersa entre uma série de conjuntos de ideias: política, sociologia, ecologia, perfumaria, biologia, sociologia. No formato de peça-palestra, o espectador é convidado a acompanhar o desmembramento das acepções da palavra colônia, presenciando um discurso nascido no espaço entre o conceito e a poesia.

Para que a diversidade de definições confluíssem, dois fatos da história brasileira foram catalisadores: a herança colonial do Brasil e a história do Hospital Colônia de Barbacena (MG), hospício onde mais de 60 mil pessoas foram torturadas e mortas ao longo das décadas de seu funcionamento. Um holocausto praticado pelo Estado, com a conivência de médicos, funcionários e da população. A partir de uma análise sintática e morfológica, o espetáculo cria conexões entre os fatos apresentados e reflete sobre forças propulsoras para uma ideia de descolonização, sobretudo do pensamento.

Colônia foi eleita uma das três melhores peças do ano de 2018 na cidade de São Paulo pelo jornal ESTADÃO. Foi indicada a melhor dramaturgia pelo Prêmio APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte. A peça-palestra foi sucesso de público e crítica, integrando importantes circuitos das artes cênicas no Brasil e no exterior, como o Festival Santiago Off, no Chile e o FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, em Portugal.

Vídeo - Teaser



Links
‘Colônia’ retrata o episódio conhecido como ‘holocausto brasileiro’, Maria Eugênia de Menezes - Estado de São Paulo 
Quando falar é (re)existir, Clóvis Domingos - Horizonte da cena
Colônia, Dirceu Alves Jr. - Veja São Paulo
Peça 'Colônia' revela aparato da barbárie com boa atuação de Renato Livera, Paulo Bio Toledo - Folha de São Paulo
Des-colônia, Daniel Toledo - MITbr Plataforma Brasil
Ensaio de descolonização do pensamento, Patrick Pessoa - Questão de Crítica
Como o Brasil está a contracenar com Bolsonaro, Inês Nadais - Público (Portugal)
100 textos essenciais do teatro brasileiro, Rudinei Borges - Alzira

+ informações:  https://renatolivera.com/colonia

Ficha técnica
Dramaturgia: Gustavo Colombini
Direção: Vinicius Arneiro
Atuação e idealização: Renato Livera
Cenário, luz, som e figurino: Renato Livera e Vinicius Arneiro
Iluminador: João Gaspary
Produção e Realização: META Produções
Assessoria: Nova Comunicação
Distribuição ibero-americana: Metropolitana Gestão Cultural

Publicação
︎ Colônia (dramaturgia integral + textos críticos) - GLAC Edições




  • A comunicação humana (2016)

A comunicação humana [La comunicación humana] é uma performance de escrita criada pelos dramaturgos André Felipe e Gustavo Colombini, apresentada pela primeira vez em 2016 no II Festival Latinoamericano de Teatro, pelo Corredor Latinoamericano de Teatro (CLT), no espaço Matucana 100 em Santiago, Chile.

Na performance, escritores e atores criam juntos com o público uma dramaturgia coletiva ao vivo a partir de um dispositivo de interfaces virtuais, com celulares, computadores e projeções, criado pelos artistas. A performance se estrutura através de quatro das ações básicas da comunicação: escrever, ler, falar e escutar. Quais são os limites da comunicação? Que mudanças a virtualidade trouxe para a comunicação humana? Onde termina a escrita e começa a voz? É possível criar um discurso coletivo? O que as palavras escondem? O que as palavras delatam?

A performance La comunicación humana é criada a partir de duas etapas de trabalho: uma residência artístico-criativa com os participantes e sua abertura para interferências públicas.




[fotos de Isabel Ortiz Carvajal]

Ficha técnica
Concepção: André Felipe e Gustavo Colombini
Dramaturgos: Camila Le-bert (Chile), Mauro Molina (Argentina), Enrique Gorena (Bolívia) e Ana López Montaner (Chile)
Atores: Mirella Granucci, Carol Jaque, Belén Blaise e Fabian Saez
Assistente: Cristian Lopez
Registro: Isabel Ortiz Carvajal e Manu Martinoya

Links
II Festival CLT – La comunicación humana - Matucana 100




  • O silêncio depois da chuva (2011)

O silêncio depois da chuva foi selecionado entre as produções do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council. A trama baseia-se nas relações familiares e desencadeia reflexões sobre as ligações cotidianas. Em cena, o espaço familiar é reconstituído em uma casa de paredes de concreto, sem móveis, onde a chuva parece ininterrupta. O local é o centro dos encontros entre mãe e dois filhos, os únicos personagens.

O clã se reúne temendo ou aguardando a chuva e conecta-se ao mundo exterior e aos segredos que escondem no porão em diferentes momentos. À medida que transcorre a peça, o cenário encontra paralelo com o progressivo distanciamento entre a família e a transformação do ambiente cotidiano e caseiro em um lugar onírico.

A peça foi duplamente indicada ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, nas categorias de Melhor Autor (Gustavo Colombini) e Melhor Cenário (Marisa Bentivegna).

Ficha técnica
Dramaturgia: Gustavo Colombini
Encenação: Leonardo Moreira
Elenco: Fabricio Licursi, Gisela Millás e Thiago Amaral
Ator alternante: Leonardo Devitto
Cenário e Desenho de Luz: Marisa Bentivegna
Música Original: Marcelo Pellegrini
Figurinos: João Pimenta
Fotos: Otávio Dantas

Links
O silêncio depois da chuva, Dirceu Alves Jr. - Veja São Paulo
O silêncio depois da chuva, Rodolfo Lima - Ilusões na sala escura
A novíssima geração de dramaturgos, Gustavo Fioratti - Revista Fapesp
O fim do autodidatismo na dramaturgia brasileira, Marici Salomão - Revista Ponto
são paulo/brasil