• Festa de Inauguração (2019)




Festa de Inauguração é uma obra sobre a destruição. Quatro atores recolhem os cacos que sobraram do choque entre placas tectônicas, das inundações, das bibliotecas em chamas, das estátuas que perderam a cabeça e dos nossos próprios corpos, palavras e desejos. Ao vasculhar ruínas, descobrem discursos que nunca foram inaugurados, fósseis sem palavras. O difícil é escolher entre aquilo que sobrou o que tem relevância para a linha do tempo que fica.

Mensagens deixadas por trabalhadores, que construíram o Congresso Nacional nos anos de 1950, e encontradas em 2011 durante reforma no Salão Verde, foram o ponto de partida para a criação do espetáculo.

A obra, que investiga o tema da destruição como metáfora, explora a presença de um ciclo fragmentado onde o fim nada mais é do que a continuidade e a ruína é a afirmação do que existiu e do vir a ser. Desde a Grécia antiga à própria produção contemporânea do grupo, a montagem discorre sobre constâncias da humanidade.

A cidade como algo repleto de textos que precisam ser lidos e de discursos que precisam vir à tona, a pesquisa fez com que Festa de Inauguração não fosse uma peça que falasse pelos operários ou sobre o processo de construção de Brasília, mas sim que esses fossem os elementos disparadores de uma série de reflexões sobre o ato de destruir e reconstruir.

A peça fez temporada no SESC Pompeia, em maio de 2019, Sesc Garagem, em Brasília, em setembro de 2019, além de participar dos festivais Cena Contemporânea (Brasília), Festivale (São José dos Campos) e Feverefestival (Campinas).


EN Festa de Inauguração [Inauguration Party] is a work about destruction. Four actors collect the leftover shards from the clash between tectonic plates, floods, burning libraries, statues that have lost their heads and our own bodies, words and desires. Searching the ruins, they discover speeches that have never been opened, fossils without words. The difficult thing is to decide in the things that are left what is relevant to the time line that remains. Messages left by workers, who built the National Congress in Brazil’s capital, Brasília, in the 1950s, and found in 2011 during the renovation of the building, were the starting point for the creation of the work. The work, which investigates the theme of destruction as a metaphor, explores the presence of a fragmented cycle where the end is nothing but continuity and ruin is the affirmation of what existed and what will exist. From ancient Greece to the group's own contemporary production, the montage discusses constants of humanity in building and destroying history. The play made a season at SESC Pompeia, in May 2019, Sesc Garagem, in Brasília, in September 2019, in addition to participating in the festivals Cena Contemporânea (Brasília), Festivale (São José dos Campos) and Feverefestival (Campinas).
Teaser - Vídeo



Link para mais informações
Festa de inauguração - Teatro do Concreto




  • Continentário (2018)





Continentário é uma palavra criada a partir das palavras "continente” e “dicionário". Pesquisando aquilo que nos une e o que nos separa, tomando a língua como campo de investigação, um grupo composto por artistas de diferentes países da América Latina criaram uma experiência teatral na qual os participantes se tornam escritores espectadores e, junto aos performers, ampliam um dicionário de novas palavras para suprir as lacunas das nossas significações e consolidar em dramaturgia nossas trajetórias.

Continentário é um projeto composto por artistas do Brasil, Colômbia, Venezuela e Bolívia, contemplado pela bolsa de fomento do Iberescena, tendo sua estreia no festival Brujula al Sur de 2018


EN Continentário is a word created from the words "Continent" and "Dictionary". Investigating what unites and what separates them, taking language as a research field, a group composed of artists from different Latin American countries create a theatrical experience in which participants will become spectators and writers at the same time and, together with artists , will expand their dictionary of new words to fill the gaps in their meanings and consolidate their trajectories as a continent in form of dictionary-dramaturgy.
The project is composed of artists from Brazil, Colombia, Venezuela and Bolivia and was contemplated by Iberescena, with its debut at the Brujula al Sur Festival, 2018.


Site: continentario.com







são paulo/brasil