ponto de fuga é o segundo trabalho do cinza, com direção de Gustavo Colombini e João Dias Turchi. pela indefinição de estatuto epistemológico, a ação partilha com a dança, as artes visuais e o cinema, uma crise de analogias, fazendo com que o resultado do processo ganhe mais sentido ao ser recebido como evento teatral do que quanto a sua procedência de espetáculo. foi realizado em dezembro/2015, na casa do povo/sp.


EN Ponto de fuga [Vanishing point] is cinza's second work, directed by Gustavo Colombini and João Turchi. The action shares with dance, visual arts and cinema, a crisis of analogies, making the result of the process gain more meaning when it is received as a theatrical event than in terms of its origin as a spectacle. The performance was a guided visit through the building, about the primary elements of the architecture: walls, floor, celling, doors, hoping that the story of these elements would tell the story of the place. It was held in December / 2015, at Casa do Povo.











︎ release

ponto de fuga investiga o estatuto da mediação do espaço, querendo atribuir uma resposta criativa à colocação espacial de um espetáculo. a peça-palestra-mediação acontece fora do espaço convencional (palco-plateia) e se despoja de aparatos cênicos complexos. a dramaturgia é manipulada de acordo com o espaço em que ocorre a ação, dialogando com o espaço em que for incutido, salientando suas porosidades e motivos sensíveis à presença do ator-mediador que, nesse caso, vai ser o único sistema de medida possível e disponível para se recorrer.

a utopia de ponto de fuga é a confecção textual e cênica de um evento capaz de acontecer em qualquer espaço físico possível. a partir dessa informação, prevê-se a condição dessa dramaturgia, que deve ser porosa e totalmente pre-disposta ao espaço em que se encontrará. nesse sentido, o resultado final é uma dramaturgia de lacunas, de espaços vazios a serem preenchidos, tanto pelo ator quanto pelo espectador. esse preenchimento deve ser simultâneo: a novidade do espaço para o ator é a mesma novidade para o espectador. é da ordem da atuação fazer com que o espaço interfira no texto, assim como o texto interfira no espaço. o resultado é, exatamente por isso, uma peça “diferente” a cada local escolhido para o evento ponto de fuga. a diferença, no entanto, é no nível do detalhe (parte pelo todo) e não no conjunto totalizante do trabalho do texto.

fala-se do adjetivo arquitetônico como possibilidade de síntese do objeto a ser alcançado. o ator e o texto como arquiteturas dentro do espaço (dentro de outras arquiteturas).

︎ dramaturgia

ponto de fuga (casa do povo)

︎ flyer
projeto gráfico: Gustavo Colombini

ponto de fuga (flyer)

︎ ficha técnica

direção e textos: Gustavo Colombini e João Dias Turchi
atores/mediadores: Artur Abe, Julia Monteiro e Vinicius Garcia Pires
direção de arte: Artur Abe
orientação: Luiz Fernando Ramos
acompanhamento crítico/colaboração: Leonardo Araujo
projeto gráfico: Gustavo Colombini
produção: Cinza
agradecimentos/espaço: Frederico Vergueiro Costa e Casa do Povo
são paulo/brasil